O LEILÃO OFICIAL E A RECESSÃO ECONÔMICA – LUCRE COM A CRISE!

 

O LEILÃO OFICIAL E A RECESSÃO ECONÔMICA  – LUCRE COM A CRISE!

                                                 Recessão, desemprego em alta, falta de oportunidade de trabalho para todos, queda nas vendas no varejo e no atacado. Na indústria automobilística o rombo é de menos 23% em relação a igual período do ano passado, eliminando milhares de empregos sem contar o mercado de autopeças que deixa de fabricar e são obrigados a demitir em massa, isso falando apenas do setor automobilístico e nos demais segmentos o quadro é igual ou pior. Infelizmente esta é a situação atual do país.

Para o leiloeiro oficial, agora é a hora de lucrar e vender mais e mais “enquanto uns perdem outros ganham” criatividade, empreendedorismo e disposição é o caminho para o sucesso. Com a falta de dinheiro em caixa, crédito bancário indisponível ou escasso e juros exorbitantes o empresariado em geral tem como única alternativa disponibilizar os seus ativos e bens diversos para a venda uma vez que a produção industrial e comercial de bens e serviços diminui e as contas não fecham vender é a única saída a outra é o pedido através do Poder Judiciário da Recuperação Judicial (remédio jurídico pré-falimentar) que nenhuma empresa grande ou pequena deseja.

Como vender então? Anunciar os bens da empresa por conta própria através de jornais ou outra mídia? Este é um caminho tortuoso, dispendioso e inseguro, sem contar a necessidade de ter o pessoal necessário para o processo de venda sem saber qual será o retorno financeiro e o preço vil ofertado.

É ai que entra o Leiloeiro Oficial e sua equipe, com a experiência a logística necessária a transparência e a garantia do leilão público amparado e regulamentado por Lei Federal é na crise que o leiloeiro vende mais e lucra mais, diz o dito popular “quem procura acha” como assim? Muito fácil: O leiloeiro tem que buscar, procurar, visitar empresas de bens e serviços, órgãos públicos em todos os níveis, autarquias etc. tem uma máxima de técnica de venda que nos ensina: Vender se resume em uma única palavra, “VISITAR” se um leiloeiro visita ou manda o seu preposto visitar vinte empresas por dia e o seu concorrente visita cinco por dia, de quem é a chance maior de obter mais contratos de leilão? Simples assim!

Para ilustrar temos o caso recente da UNIMED PAULISTANA obrigada pela ANS – Agência Nacional de Saúde a entregar no prazo de 30 dias sua carteira de clientes com aproximadamente 720.000 associados para outra empresa do segmento da saúde, isto significa que a UNIMED praticamente faliu e os seus bens para onde vão? Obviamente serão vendidos e como serão vendidos? Acredito que os leiloeiros astutos e atuantes já estão trabalhando em busca deste leilão/filão, nada desprezível, o patrimônio desta empresa é de milhões e milhões de reais só o edifício em um bairro nobre de São Paulo quanto vale? São 5% de toda venda garantido por Lei vai  para a conta bancária do leiloeiro felizardo,

Citei a UNIMED, mas quantas empresas na atual crise econômica não se encontra em igual ou pior situação? A experiência demonstra que em situação econômica igual que vivenciamos no passado as falências se multiplicam e quem vende os bens dessas massas falidas? O Leiloeiro Oficial, claro!

O leiloeiro oficial é designado pelo síndico da massa falida ou pelo juiz, preceitua a legislação vigente que o credor pode indicar ao juiz o leiloeiro oficial para o leilão dos bens retomados, penhorados ou falidos.

O Leiloeiro Oficial contratado está credenciado tem o respaldo da Lei é idôneo por dever de oficio e pela sua própria índole e caráter estando qualificado para vender rápido, transformando os bens da empresa em dificuldade em dinheiro vivo e o repasse dos valores arrecadados é quase que imediato, apenas alguns dias para a prestação de contas do leiloeiro.

O comitente (empresa dona dos bens) está presente ao leilão através da sua comissão de leilão que acompanha o leiloeiro desde o loteamento dos bens até a venda final, o leilão por ser público tem total transparência se a empresa não confia no leiloeiro e resolve vender os seus ativos através de anúncio o que acontece: Pede para que os interessados através de uma lista dos bens com os valores de cada item façam suas ofertas através de uma proposta “fechada” preenchem um formulário com o preço que desejam pagar colocam dentro de um envelope e no dia e hora determinado são abertos e a “melhor proposta” acima da avaliação é a vencedora, certamente não comparecem mais de 10 interessados e o pior fazem um acordo entre eles sem que a empresa saiba e pagam um pouquinho a mais do que o pretendido, este é o chamado leilão com “cartas marcadas”.

Quem não conhece o método utilizado pelas grandes construtoras envolvidas na operação Lava Jato? O esquema é o mesmo salvo as devidas proporções.

Na atual conjuntura econômica e financeira do país está previsto por estimativa um aumento de até 40% das vendas através do leilão oficial representando ao nível de Brasil uma soma em torno de 6 bi. No total das vendas e quem vai vender, quem será o intermediário deste volume fenomenal de bens? Constituído de imóveis, máquinas e equipamentos industriais, veículos, obsoletos e sucatas geradas e tantos outros bens.

Se o leiloeiro neófito ou veterano sair a campo, batalhar, pesquisar, dizer aos “quatro cantos” que está preparado para a intermediação certamente parte deste “quinhão” lhe será destinado. É mister do leiloeiro na atual crise fazer ver ao seu futuro cliente como é fácil e seguro fazer “caixa” com a venda através do leilão oficial e desmistificar a ideia retrograda de décadas passadas em que o leilão era prenúncio de falência, será se não vender partes dos seus bens e não se capitalizar para sair da crise, lembrando que hoje os principais Bancos e as maiores montadoras do país tendo como  exemplo a Ford, General Motors e Volkswagen vendem seus obsoletos, máquinas, materiais e  equipamentos em desuso através do leilão oficial, e as demais montadoras?  Hunday, Fiat, Renault, Peugeot, Jac, e outras recém instaladas no país, como vendem? Boa pergunta!  E não é através de leilão.

As vezes me perguntam: Mas, 600 leiloeiros no Estado de São Paulo não é muito? a resposta é clara e objetiva, quantas empresas e indústrias tem no Estado de S. Paulo, qual o volume de venda de todo parque industrial do Estado? Sem contar as Prefeituras, órgãos públicos estaduais e federais e suas autarquias sediadas no Estado, 500 leiloeiros é uma insignificância e o que dizer de Estados do Norte e Nordeste que em alguns as quantidades de leiloeiros não passam de dez.

O mercado é infinito e não é suprido nem por 10% dos profissionais da leiloaria nacional, os veteranos se acomodaram ou não estão preparados para disputar um mercador tão promissor e incalculável, sobrando para os novatos empreendedores, estudiosos do assunto e motivados pela escolha da sua nova profissão e a vontade de vencer profissionalmente. Não são milhões são bilhões de reais arrecadados anualmente em todo o país, e não esquecemos que a comissão do leiloeiro é de 5% sobre o valor do bem arrematado.

Estas são as ferramentas e os argumentos necessários para o leiloeiro oferecer os seus serviços ao governo a indústria e ao comércio em geral e por favor, “Não fale em crise, trabalhe” os motivos e a sua motivação estão nos jornais na TV, revistas e na mídia em geral diariamente, leia, pesquise, estude, atualize-se para não ser apenas mais um leiloeiro na multidão.

Matéria de autoria do jornalista profissional Ivanildo Luiz de Pontes, professor, consultor e especialista em leilão oficial.
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Data: 03/09/2015

Fonte: Nossa editoria
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